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BIOGRAFIA DO PASTOR

Dedicatória

Dedico esta obra ao criador dos céus e da Terra. O Grande e Eterno Deus, que através de seu Filho Jesus Cristo salva a todos quantos Nele Crêem.

Aos meus pais, Pr. Eloy Strobel e Rosa Girotto Strobel (in memorian), que me ensinaram o caminho do Senhor.

À minha esposa, Regina, companheira nas horas difíceis. À Karina, Thais e Gustavo, filhos maravilhosos.

Introdução

No curso de minha vida, passei por várias experiências com Deus e,  a partir de uma especialmente marcante,  decidi compartilhar com o leitor um pouco do que acredito ser a verdadeira força que norteia esta vida.

Por várias vezes, visitei a U.T.I dos hospitais, para orar por enfermos. Jamais pensei, porém, em dar entrada no hospital, na condição de paciente em estado terminal.

Tudo aconteceu muito rápido.  Em março de 2001, depois de quatro paradas cardíacas, fui desenganado pela equipe médica do hospital Samaritano em Campinas. Deus me ressuscitou.

Relutei em escrever este milagre por me achar impossibilitado para tal tarefa. No entanto, por onde passava falando do meu testemunho, solicitavam-me que fizesse um vídeo, gravasse uma fita ou escrevesse um livro, para contar sobre a grande benção que o Senhor realizou em minha vida.

Após algumas orações, passei escrever “O Deus do Impossível”.

Discorrerei, em sete capítulos, assim divididos:

 

  1. O Poder da Fé – Falamos sobre a busca constante do poder no mundo. As lutas se sucedem e a história se repete. A humanidade sente-se insegura buscando acumular riquezas para ter o poder. Provas incontestáveis mostra-nos que o mundo material não tranqüiliza o homem. As pessoas esquecem que o poder está unicamente em Jesus Cristo, através da fé nele depositada.

 

  1. Segurança da Fé – Que obra criada pelo homem ao longo do tempo não falhou? A tecnologia trouxe inovações na área de segurança aparentemente imbatíveis. É só olharmos as estatísticas para avaliarmos os percentuais de homicídios, roubos, furtos, seqüestros que crescem de forma assustadora. Confiar em quem? A vida de Jó é lembrada neste capítulo.

 

  1. Oração da Fé – Fazemos uma diferenciação entre reza e oração. Exemplifico com a vida de Elias e os profetas de Baal. Os profetas de Baal rezavam, ou seja, seus pedidos eram repetitivos. Elias, o profeta de Deus ao terminar a oração recebeu imediata resposta do Senhor.

 

  1. Obstáculos da Fé – A incerteza, incredulidade, desconfiança, hesitação, medo e indeterminação são obstáculos para não alcançarmos os resultados da fé.

 

  1. Exercitando a Fé – Entendemos que a fé tem que ser viva e constante para resultar em benefícios positivos. Nesta parte relatamos o acontecimento da mulher siro - fenícia. Ela teve persistência para alcançar seus objetivos. Outros do mesmo modo como Paulo e Silas são exemplos de exercício de fé no dia da adversidade.

 

  1. A Fonte da Fé – Quantos ansiosamente ascendem velas, sacrificam animais para obterem suas respostas. Todavia batendo em portas erradas. Jesus Cristo diz “Quem tem sede venha a mim e beba”. Quantos deixaram o manancial de águas vivas em direção a cisternas rotas.

 

  1. O Milagre da Fé – O número sete na Bíblia fala de perfeição. “E, havendo Deus acabado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera” (Gn 2.2-3). Este é o capítulo sete desta obra. Não só Deus ressuscitou-me o que já é um grande milagre. Porém deixou-me sem seqüelas. Poderia ter ficado cego, ou sem movimentos ou ainda em estado vegetativo. Quando Deus opera vemos o milagre perfeito.

O poder da fé

O homem tem forte tendência de revestir-se de poder. Usa os mais diversos meios para obtê-lo. Podemos citar o exemplo de muitos que, na busca de poderes bélicos, armam-se dos mais sofisticados equipamentos de guerra e defesa pessoal. Investem somas inacreditáveis de dinheiro em nome da segurança territorial e pessoal.

A busca do poder tem desprezado as necessidades da sociedade pobre, que assim se torna miserável, e vivendo à própria sorte, fica marginalizada,  sem recursos, exposta às mazelas da vida. Os mais importantes investimentos são aplicados na busca pelo poder.

A fé em Deus resulta em autoridade e poder. O exemplo bíblico abaixo mostra um rei sem autoridade e poder. Ao mesmo tempo um pastor de ovelhas com poder e autoridade.

“Assim, feria o teu servo o leão como o urso; assim será este incircunciso filisteu como um deles; porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo. Disse mais Davi: O Senhor me livrou da mão do leão e da do urso. Ele me livrará da mão deste filisteu. Então disse Saul a Davi: Vai-te embora, e o Senhor seja contigo”.

( 1 Samuel 17.36-37).

A diferença entre ambos estava exatamente no poder da fé. O rei Saul exibia uma armadura invejável, porém humana. Davi, ao contrário, apresentava-se com simplicidade e humildade -  características essenciais para alcançar a vitória tão desejada. A vitória de Davi sobre Golias resultou de sua fé em Deus.

Quando Davi dialogou com o rei Saul, em relação ao desafio de Golias ao povo de Israel Davi já comprovara em sua vida o poder da fé. Derrotara um leão e um urso, com a força imbatível do poder de Deus.

Podemos identificar cinco fatores essenciais ao triunfo de Davi:

1) Davi tinha o coração entregue a Deus, a quem buscava continuamente

(1Coríntios 16.10,11; Salmos 27.8).

2) Davi teve profundo zelo pelo nome do Senhor, Deus de Israel. Ele percebeu que Golias estava afrontando não somente os exércitos de Israel, mas o próprio Deus.

3) A confiança de Davi no poder do Senhor foi fortalecida pela sua lembrança de ocasiões anteriores em que clamou a Deus por livramento e foi atendido (Salmos 29.3-4).

4) Davi confiou não em si mesmo, mas em Deus para obter vitória sobre Golias e os filisteus (Salmos 33.16-17; Oséias 1.7).

 

  1. O Espírito do Senhor veio poderosamente sobre ele. Sempre que os filhos de Deus enfrentam problemas e situações intransponíveis, como aquele gigante, a vitória advirá certamente se exercitarmos a fé, como Davi, e se dependermos da atuação do poder do Espírito Santo(Efésios 3.20-21; Filipenses 4.13).

 

Antes de sair da presença do rei Saul, Davi já antevia o gigante derrotado, por força da fé que tinha no Senhor. Não havia em seu coração qualquer  porção, por menor que fosse, que pudesse perecer de dúvida.

Por outro lado, o rei Saul buscava induzir Davi a usar meios materiais. Seu grau de comunhão com Deus era insignificante. Ele se acovardava diante de um problema que era de sua responsabilidade resolver.

Pelo menos três análises podemos extrair desta passagem bíblica:

1) De um lado um rei, do outro um pastor de ovelhas. Podemos observar que a fé viva e real em Deus não se prende a profissão, destaque social, ou posse de recursos financeiros.

2) O rei Saul, outrora chamado por Deus,  era agora um homem afastado da presença do Senhor. Com temor e angústia enfrentava um problema que lhe parecia sem solução.

Aprendemos que  religiosidade sem comunhão com Deus leva-nos a fracassos, às vezes irreparáveis.

O estudo da palavra de Deus seguido de oração, nos mantêm ligados aos céus.

Davi, um jovem cheio de vida, não influenciado pelo poder material, tinha uma força maior: a fé em Deus.

A  sua confiança no Senhor causava perplexidade a todos.No momento decisivo Davi avança em direção a Golias, desprovido da armadura de um guerreiro, trazendo na mão apenas uma funda com cinco pedras. O gigante, ao vê-lo, subestima-o pela sua idade e estatura, e se engana por esta visão material – Davi lhe parece um criança, não um guerreiro. Golias não consegue detectar a verdadeira arma que Davi possuia –- a força da fé.

“Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens a mim com espada e com lança e com escudo, porém eu vou a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Senhor dos Exércitos de Israel, a quem tens afrontado” (1Samuel 14.45).

Penso que, ao ouvir esta frase, Golias não soube avaliá-la, pois desconhecia o poder da fé de Davi.

“Eu vou a ti em nome do Senhor dos Exércitos de Israel, a quem tens afrontado”. A fé não faz recuar, não comporta dúvida, simplesmente avança.

A pontaria da funda estava calibrada. A pedra foi lançada. A velocidade era divina, e atingindo a testa de Golias, derruba-o por terra. O gigante é então dominado e derrotado por Davi.

3) A fé material é vencida pela fé espiritual.

A capacidade do guerreiro dos filisteus nada representa na presença de um homem cuja força vem do Senhor.

Com muita propriedade o salmista Davi fala sobre o poder da fé (Salmo 27.1-3):

“O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a que temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? Quando os malvados, meus adversários e meus inimigos investiram contra mim, para comerem as minhas carnes, tropeçaram e caíram. Ainda que um exercito me cercasse, o meu coração não temeria: ainda que a guerra se levantasse contra mim; nele confiaria”.

Aprendemos no exemplo da luta de Davi contra Golias que o homem verdadeiramente unido a Deus é maioria absoluta. Crendo nesta verdade venceremos os obstáculos da vida.

O general de guerra Jesus Cristo planejou a estratégia, e determinou a vitória  - seja um vencedor, e glorifique Àquele que o alistou para a luta.

O poder da fé é o sustentáculo do cristão; quanto maior profundidade em Cristo, maior é a segurança para suportar as tempestades da vida.

Através da fé, o homem atinge o impossível, derrota o imaginário, abate o invisível e revigora a esperança desfalecida.

Entre outros exemplos do poder da fé registrados no Novo Testamento, destacamos o do apóstolo Paulo: em viagem para Roma.

“Na noite seguinte, o Senhor pondo-se ao lado dele, disse: Coragem! Pois do modo porque deste testemunho a meu respeito em Jerusalém assim importa que também o faças em Roma” (Atos 23.11).

O poder da fé tem a finalidade de transmitir-nos ousadia, firmeza e coragem. A ordem de ir a Roma partiu do Senhor. A primeira palavra proferida nesta visão foi  “Coragem”!

Temos, então, que:

-    Em qualquer circunstância Paulo chegaria a Roma, e disso não havia dúvida. Para dar testemunho do Senhor em Roma, importava chegar vivo.

-    Coragem! Ficava subentendido que problemas iriam surgir pelo caminho.  Paulo enfrentaria obstáculos na viagem.

No livro de Atos (23.12-15), o apóstolo Lucas escreve sobre um levante que ensejava a morte de Paulo.  Mais adiante, nova conspiração contra a vida de Paulo é registrada  (Atos 25.3). Notamos que, ao se aproximar do objetivo, os problemas se acentuaram.

“E não aparecendo, havia já alguns dias, nem sol, nem estrelas, caindo sobre nós grande tempestade, dissipou-se afinal toda esperança de salvamento”. (Atos 27.20)

E após este momento de incerteza, ecoa uma voz dentre as duzentas e setenta seis pesso

“Mas, já vos aconselho bom ânimo porque nenhuma vida se perderá de entre vós, mas somente o navio. Porque esta mesma noite o anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo esteve comigo, dizendo: Paulo não temas; é preciso que compareças perante César, e eis que Deus por sua graça te deu, todos quantos navegam, contigo. Portanto, senhores tende bom ânimo; pois eu confio em Deus que sucederá do modo por que me foi dito,”

(Atos 27.22-25).

Ao fim dessas palavras, a tempestade não parou, ao contrário, agravou-se.

Porém, o poder da fé e a confiança total em Deus fez com que a viagem prosseguisse.

O poder da fé renova em nós a esperança de sobrevivência, mesmo em meio à tempestade.

“Porque esta mesma noite o anjo de Deus de quem eu sou e a quem sirvo esteve comigo” (Atos 27.23).

O Senhor aparece no auge da luta, não para acalmar a tempestade, mas para livrar na tempestade, os que nele confia.  A palavra é Não Temas.

Deus nos deu essa promessa, Ele a cumprirá. Tenha bom ânimo!

Prestes a ancorar em uma enseada, o navio é jogado contra as pedras, por força das correntes marítimas. Mas as pessoas se salvam.

Já em terra, quando tudo demonstrava calmaria, uma víbora fere o apóstolo Paulo. Os habitantes da ilha, numa análise precipitada, consideram que Paulo era um fugitivo de Deus, e que por certo morreria, mas surpreendem-se ao vê-lo sobreviver.

A palavra do Senhor era: “é preciso que compareças perante César...” Nada iria deter Paulo nesta caminhada.

O tempo pode passar, a tempestade se agravar, o cenário da benção mudar. Deus diz :“Eu, Deus, não mudo”. A promessa de ontem será a mesma de amanhã.

Li recentemente sobre a história de um pássaro, que vivia há muito tempo em um lugar frio e tempestuoso. Certo dia, durante uma tempestade, esse pássaro perdeu o controle de suas forças e foi arrastado pelo vento, debatendo-se para não morrer.

O vento acabou por levá-lo a um lugar distante,  calmo e agradável. A beleza dos jardins que lá encontrou, trouxe alegria a seu coração   -  o que parecera um desastre na vida daquele pássaro, revelou-se uma grande benção.

Deus tem seus próprios meios de ajudar-nos. O poder da fé nos leva a vitórias inacreditáveis, mesmo quando não conhecemos o caminho.

Pensando sobre a vida de Jacó que, enquanto acreditava que seu amado filho, José, estivesse morto, passava por grande sofrimento. Perguntei ao Senhor o porquê de tanta dor afligindo o coração daquele pai.

Deus respondeu-me que, se fosse revelado, antecipadamente, todo o Seu plano para a vida de José, seu pai poderia dificultar sua realização. Jacó, sabendo que se seu filho estivesse vivo, e passando por dificuldades, provavelmente teria ido ao encontro dele, no Egito, o que impediria que José chegasse ao governo daquele país.

A José, Deus dera dois sonhos, mostrando que ele seria um grande líder, inclusive sobre sua família, que se cumpriram, a seu tempo.

O importante na relação entre o homem e Deus é a confiança irrestrita no criador.

Conta-se de um navio, batido de um lado para o outro numa grande tempestade, em alto mar. Os passageiros, atônitos, corriam de um lado para o outro, descontrolados pela eminência de um desastre. Na busca desordenada por abrigo seguro, depararam com uma menina brincando em uma das salas. Perguntaram  se não estava com medo, alertando-a de que estavam próximos a um naufrágio, ao que ela, com tranqüilidade, respondeu: “Estou segura - o comandante do navio é meu pai.  Conheço a sua capacidade, e sei que tudo passará rapidamente, e nós nos salvaremos!”

Quem é o seu comandante? Se estás tranqüilo em meio as intempéries, é sinal de que  Jesus Cristo é o seu Senhor. Se a aflição e desespero fazem morada em seu ser, é porque outro  dirige a sua vida.

Somente Cristo pode dar a paz, alegria e segurança eficaz. Reconheça-o como o único Salvador em sua vida e faça uso do poder da fé.

A segurança da fé

Nunca se falou tanto em segurança como nos dias atuais. Dispositivos novos são engendrados,  voltados para a segurança: radares, câmeras são colocados nas estradas, condomínios, bancos, indústrias, residências, etc.

O aumento da criminalidade, cada vez mais é evidenciado e presente nos dias atuais, é tão alarmante, que deixa as autoridades impotentes diante de um quadro estarrecedor. Tudo é tenebroso. O que fazer? Entrar em pânico?

“Mas o justo viverá pela fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele”

(Hebreus 10.38).

O Salmista, pressionado por problemas da sua época, ao procurar por socorro, exclama:

“Elevo os meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a Terra”

(Salmos 121.1-2).

Então pensamos: “como viver em um mundo de injustiça, rodeado de noticias más e chocantes?” Diz a Bíblia:

Não se atemoriza de más notícias; o seu coração é firme, confiante no Senhor”

(Salmos 112.7).

Lamentavelmente, existem pessoas que vivem atrás de notícias funestas. Deixam-se levar por normas e costumes ditados pelos meios de comunicação, mas:

“Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião, que não se abala, firma para sempre” (Salmos 125.1).

Jó, o grande patriarca, sentiu suas estruturas desmoronarem. Homem íntegro e reto, temente a Deus, evitava, de toda forma, o mal. Tinha grandes posses: um rebanho de sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentos juntas de bois e quinhentos jumentos.

Vivia com sua família - esposa, sete filhos e três filhas. Era o maior de  todos os senhores do Oriente. Sua vida era boa e farta, até que chegou o dia da adversidade.

Às vezes, pensamos que este dia “mau” chega somente para outras pessoas e que jamais chegará para nós. Não estamos falando da adversidade como resultado de pecados cometidos, mas de provas que o Senhor nos faz passar. Com elas, exercitamos a fé, e comprovamos que os que estão arraigados no Senhor contam com a vitória.

“Meus irmãos tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora a perseverança deve ter ação completa para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes” (Tiago 1.2-4).

Deus autorizou Satanás tocar em tudo que a Jó pertencesse: seus bens, seus filhos e seus servos.

Jó passou a receber, sucessivamente,   mensageiros que lhe traziam, uma após outra, notícias catastróficas. Somadas, pareciam o fim da existência de Jó, mas sua segurança em Deus, extraía, de suas entranhas, palavras que não eram de repúdio:

“Nu sai do ventre da minha mãe, e nu voltarei; o Senhor deu e o Senhor tomou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1.21).

Não era o fim: havia, ainda, um caminho a percorrer.

“Disse o Senhor a Satanás: Eis que Ele está em te poder; mas poupa-lhe a vida” (Jó 2.6).

O inimigo atacou também sua saúde: tumores malignos apareceram por todo seu corpo, fazendo com que dele exalasse  um cheiro repugnante.

Jó recebe, então, um conselho de sua esposa:

“...Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus, e morre”.

Jó, extraindo força de sua fé em Deus, responde:

“Falas como qualquer louca; temos recebido o bem de Deus, e não receberíamos também o mal? Em tudo isso não pecou Jó com seus lábios” (Jó 2.9-10).

Esses versículos testemunham a integridade de Jó, e aceitação da vontade de Deus.

“Porque eu sei que o meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a Terra” (Jó 19.25).

A inquebrantável fé desse homem em Deus, gerava nele a paciência para aguardar a vitória final.

“Eis que temos por felizes aos que perseveraram firmes, tendes ouvido da paciência de Jó, e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo” (Tiago 5.11).

O livro de Jó finaliza assim:

“E depois disto viveu Jó cento e quarenta anos, e viu a seus filhos, e os filhos de seus filhos, até a quarta geração. Então morreu Jó, velho e farto de dias”.

A verdadeira segurança não está nos bens desta Terra.

Revendo a história, constatamos que estadistas, presidentes, artistas famosos foram executados de maneira covarde, apesar de contarem com rigorosa segurança particular .

O grande transatlântico Titanic, considerado imbatível em sua categoria, naufragou ao bater em um Iceberg demonstrando que a segurança neste mundo é falha.

o Salmista, com muita propriedade, afirma:

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Salmos 127.1).

Pagamos por segurança, fazendo, assim, a nossa parte, mas  o livramento vem do Senhor.

Um dia, ao levantar-me, procurei por meu carro, e descobri que ele tinha sido furtado. Fiz boletim de ocorrência. Na delegacia, recebi a informação de que o carro poderia  estar sendo levado para o Paraguai. Orei ao Senhor pedindo providência e indiquei a Ele o número da placa ( como se Ele não soubesse...). Três dias depois, após um sonho, por interferência divina pude resgatar o carro. Ao nosso Deus, toda a honra e glória. Podemos escolher o caminho da insegurança, e o da segurança: confiar ou não; Deus dá livre arbítrio para o homem. Assim nos diz Jesus, nesta parábola:

“Todo aquele, pois que ouve estas minhas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente, que edificou sua casa sobre à rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as praticas, será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína” (Mateus 7.24-27).

Participei de uma palestra sobre o desenvolvimento do primeiro reator nuclear submarino no Brasil. Três eram as regiões selecionadas para a construção da fábrica, no Estado de São Paulo. Essa escolha era baseada na  análise do solo, incluindo, também estudos sobre distâncias das capitais,  rodovias, condições climáticas. Mas o que determinou a escolha foi o terreno. A obra, já em andamento, está sendo construída sobre  uma enorme rocha. Seria impossível a construção de uma fábrica que abriga um reator nuclear, com aproximadamente quarenta e cinco toneladas, sobre um terreno arenoso ou movediço.Assim são as vidas construídas sobre ídolos, crendices, paganismo, espiritismo, budismo. A Bíblia Sagrada  adverte-nos

“Tem boca, e não falam; tem olhos e não vêem; tem ouvidos, e não ouvem; tem nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam, seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta. Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam” (Salmos 115.5-8).

Assim são aqueles que ouvem as palavras do Senhor, mas não as praticam. Conhecer a Bíblia Sagrada é bom, melhor, porém, é colocá-la em prática.

Se não praticarmos a Palavra de Deus, se dará o mesmo que comprar o remédio prescrito pelo médico, ler a bula, e deixá-lo na estante. Ou então, conhecer toda a lei de trânsito, e desobedecer o sinal vermelho. O efeito do conhecimento será nulo, quando não praticada. Quem tem a carteira de motorista apreendida por excesso de infrações, não é porque ignora as leis; mas, sim, por que desobedece a legislação.

“Todo aquele, pois que ouve estas minhas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu porque fora edificado sobre a rocha”.

Não quero parecer repetitivo: aqui insisto apenas para reafirmar essa verdade - Jesus é a Rocha.

diz o Salmista:

“Para anunciarem que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça”

(Salmos 92.15).

Nesta síntese sobre a segurança da Fé, deixo a seguinte pergunta ao amado leitor: “Em que solo está sendo construída sua vida?”

Se tem segurança, não há dúvida: o fundamento é Cristo, o Senhor. 

Oração e a fé

Entendo que, quando oro com fé não me torno repetitivo, ou seja, não transformo a oração em reza. Explico: ainda que os dicionários informem proximidades entre as duas palavras, a oração está voltada para o discurso. Logo, é algo formulado, criado e diferenciado. De outra forma é a reza:  repetitiva, cansativa, voltada a deuses pagãos. Deus verdadeiro não é surdo, nem está morto e muito menos dormente.A oração é um ato individual, abrangente,  voltado a Deus, único Senhor, vivo e eterno.

O dicionário Aurélio assim descreve a palavra oração.

“Oração é discurso de grande mérito literário. É a elevação da alma”. Ao apresentar nossa gratidão, petições e adoração, sabemos que se estivermos em comunhão com Ele, teremos respostas.

“Ora a fé é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que não se vêem, pois pela fé os antigos obtiveram bom testemunho. Pela fé entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das cousas que não aparecem”

(Hebreus 11.1-3).

Isto quer dizer que a fé transforma o invisível em visível, o impossível em possível, o inexistente em existente, o abstrato em concreto.

“E orando não useis de vãs repetições como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não os assemelheis pois a eles; porque Deus, o vosso Pai sabe do que tendes necessidade, antes que lho peçais” (Mateus 6.7-8).

Na passagem bíblica, em (1Reis 18.20-26), a diferença entre oração e reza fica muito patente.

O profeta Elias pede ao rei Acabe para reunir o povo no monte Carmelo, para saber qual entre eles era o Deus verdadeiro. De um lado, quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal, do outro lado, apenas Elias. O deus que respondesse com fogo, seria o Deus verdadeiro.

“Então invocai o nome do vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor; e há de ser que o deus que responder com fogo esse é Deus; E todo povo respondeu, e disseram: É boa esta palavra” (1Reis 18.24). 

Os profetas de Baal passaram a invocar seu deus, desde a manhã até o meio-dia. Manquejavam e se movimentavam ao redor do altar e, como não havia resposta, Elias, em tom de zombaria, pedia que clamassem mais alto. Dizia: “Quem sabe, o seu deus está viajando, ou dormindo”. Os profetas de Baal se feriam com facas e lancetas, até o meio-dia. Mesmo assim não houve resposta, nem voz, nem atenção alguma.

“Então disse Elias a todo povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele. Elias restaurou o altar do Senhor que estava em ruínas” (1Reis 18.30).

Arrumou o novilho, em pedaços, sobre o altar e colocou a lenha. Derramou quatro cântaros de água sobre o holocausto e sobre a lenha.

“Ó Senhor, Deus de Abraão de Isaque e de Israel, fique hoje sabido que tu és Deus em Israel, e que sou teu servo e que segundo a tua palavra fiz todas as cousas”. 

Responde-me, Senhor, responde-me para que este povo saiba que tu, Senhor, és Deus, e que a ti fizeste retroceder o coração deles:

“Então caiu fogo do Senhor e consumiu o holocausto, e a lenha e as pedras e a Terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caíram de rosto em Terra e disseram: O Senhor é Deus! O Senhor é Deus”.

Podemos perceber a tranqüilidade confiante do profeta, sustentada por sua fé, verdadeiro dom de Deus. Ele, simplesmente, deixa o Senhor dos céus e da Terra agir, em lugar da incapacidade humana. No coração de Elias, não pairava dúvida sobre a atuação divina.

 

Sem temor e já sentindo o sabor da vitória, Elias descansava  em Deus. Sua oração expressava um pedido.

Interessante é que a tranqüilidade, diante de um problema, é proporcional ao tamanho da fé  - esta foi a postura do profeta Elias: olhava para o altar, antes da oração, e pela fé  via a ação  do Senhor.

Passei por uma experiência com Deus muito interessante. Na época, eu ministrava aulas na Escola Dominical, para classe de casais, chamada Família Cristã. Num domingo, falando sobre o realizar de Deus em nossas vidas, fui interrompido por uma irmã que me disse:

“Tenho um problema, que se arrasta por cinco anos. Adquirimos um imóvel, e o antigo proprietário se recusa a passar a escritura. Diz que este assunto ficará para seus filhos resolverem quando ele morrer. Como não há solução, segunda-feira vou entrar com uma ação judicial, para obrigá-lo a solucionar o problema.”

Diante da classe da Escola Dominical, pedi que a irmã aguardasse uma semana, pois pediria a Deus Sua interferência. Acrescentei que, se Deus não resolvesse este problema, deixaria de ministrar aulas aos irmãos. Confesso que, ao término da aula, fiquei apreensivo com a afirmação feita. Afinal, aproximadamente setenta pessoas estavam presentes, testemunhando minha proposta.

Conversei com minha esposa sobre o desafio assumido. Como  resposta, ouvi o seguinte: Só posso te ajudar orando.  Pensei: Já é o bastante!Decidi naquele domingo que, a partir de segunda-feira, iria jejuar todos os dias, apresentando a Deus minha petição.

Na segunda-feira à tarde, entrei em meu quarto, orei e contei ao Senhor o fato ocorrido no domingo. Pedi compaixão e misericórdia, não só para a solução do problema da irmã, mas por mim também. Afinal, eu não gostaria de deixar de lecionar na Escola Dominical.

Na terça-feira, procedi da mesma forma: no mesmo horário do dia anterior, entrei no meu quarto. Repeti o mesmo pedido feito na segunda-feira. Quis detalhar a Deus, com as mesmas palavras, o mesmo fato. Para minha surpresa, ouvi uma voz, com muita nitidez: “Você pensa que Deus é esclerosado para esquecer-se da sua oração feita na segunda-feira? Agradeça, pois, sua petição foi ouvida e respondida ontem”.

Saí tão alegre do quarto, que despertei a curiosidade da minha esposa  - “Você viu algum anjo?” -“Não -   disse eu -,  mas Deus respondeu à minha oração!”  A advertência do Senhor serviu para que eu não continuasse repetindo. Cri fielmente na resposta de Deus. Nos próximos dias da semana a minha oração era somente de agradecimento.

Finalmente, chegou o Domingo. A classe Família Cristã nunca esteve tão freqüentada. Chegara o dia da prova!

Com muita segurança, foi iniciada a aula. Logo chegou a irmã responsável pelo assunto do domingo anterior. Deus é minha testemunha, que não fiz contato durante a semana com ela para saber a resposta.Eu estava totalmente tranqüilo. Ao término da aula, chamei-a, e pedi que falasse à classe sobre o que Deus tinha feito em sua vida.

- Irmãos - disse ela - na terça-feira, de manhã, o ex-proprietário do imóvel procurou-me dizendo que queria passar a escritura da casa, pois não conseguia a paz em sua vida, e isso o levou a resolver a questão.

Glorificamos ao Deus do impossível. Toda honra ao Senhor Jeová!

Entendi que devemos orar e confiar - o resto não passa de repetições, que não levam a nada.

Destacaremos outra experiência do profeta Elias, que, guiado pela fé, antecipou um resultado para o rei Acabe, antes mesmo de orar:

“Então disse Elias a Acabe: sobe, come e bebe, porque já se ouve ruído de abundante chuva. Subiu Acabe a comer e beber; Elias porém, subiu ao cume do Carmelo e, encurvando para a Terra, meteu o rosto entre os joelhos, e disse ao seu moço: Sobe, e olha para a banda do mar. Ele subiu, olhou e disse: Eis que se levanta do mar uma nuvem pequena como a palma da mão do homem. Então disse ele: Sobe e dize a Acabe: Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te detenha” (1Reis 18:41-45).

O profeta fez somente uma oração, e não abandonou sua posição, até que chegasse a resposta do Senhor.

“Mas tu quando orares entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em oculto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará, e, orando não useis de vãs repetições como os gentios, que pensam que por muito falar serão ouvidos” (Mateus 6.6-7).

Obstáculos a fé

“Peça-a, porém com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar impelida e agitada pelo vento” (Tiago 1-6).

Este é o primeiro e grande obstáculo para vivermos a fé - a dúvida. Significa  incerteza, desconfiança, descrédito, hesitação, oscilação, indecisão e indeterminação. Duvidoso é o que apresenta alternância de pensamento, sem que o espírito possa discernir quais têm mais força. O espírito fica em um estado em que não se inclina nem  uma, nem para outra parte,  hesita entre a afirmativa e a negativa.

Se uma pessoa não tem direção e objetivos pré-estabelecidos, gera um desconforto terrível em seu espírito . O pior é que não chega a lugar nenhum, pois não confia em si mesma, e muito menos em Deus.

Vive como em uma gangorra, ora em cima, ora em baixo. As ondas do mar se agitam dependendo da força do vento. Vento calmo, ondas calmas. Ventos fortes, ondas impetuosas.

Os que crêem em Deus, não se agitam  ao ritmo das dificuldades: eles permanecem calmos, pois a fé está como âncora sustentando a embarcação da vida, independente da impetuosidade do vento.

os discípulos de Jesus passaram por esta experiência. Jesus ordenou que eles passassem para o outro lado, em direção a Genezaré. Iam através do mar da Galiléia.

“E o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário. Mas a quarta vigília da noite dirigiu-se Jesus para eles, caminhando por cima do mar, assustaram-se dizendo: É um fantasma. E gritaram com medo” (Mateus 14.24-26).

A insegurança leva ao desespero, e este inverte e oculta a verdade.

“Jesus porém lhes falou logo, dizendo: Tendes bom animo, sou eu, não temais”.

Eram discípulos de Jesus, porém não conheciam verdadeiramente a Cristo.

Por falta da verdadeira fé em Deus, muitas pessoas naufragam, ou ficam à mercê de deuses que não salvam, pelo contrário, leva-as à eterna morte espiritual.

Pedro, ao ouvir a voz doce de Jesus, tomou coragem:

“E respondeu-lhe Pedro e disse: Senhor, se és tu manda-me ir contigo por cima das águas. E ele disse: vem. E Pedro descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou dizendo: Senhor, salva-me” (Mateus 14:28-30).

Uma fé dúbia como as ondas do mar: o caminhar de Pedro era firme e constante, enquanto olhava para Jesus. Bastou desviar o olhar e dar atenção para o vento forte o medo tomou conta de sua vida e o naufrágio foi imediato.

Pedro já tivera muitas experiências naquele mar, porém nunca experimentara andar por cima das águas.

Isto prova que ao andarmos com Cristo temos novas experiências. Quando olhamos e confiamos no Salvador do mundo, Jesus Cristo, andamos por cima das dificuldades e problemas. Para os incrédulos, porém, o Cristo da cruz, foi apenas um a mais na história.

Para os céticos, a Bíblia foi escrita por homens quaisquer, normais e naturais. Para os materialistas, Jesus ensinou a Pedro o caminho das pedras. Para os lógicos, aquele fato jamais existiu.

“De fato sem fé é impossível agradar a Deus porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11.6)

Li sobre uma lenda que exemplifica o quanto a dúvida interrompe experiências novas, que poderiam levar a grandes vitórias.

Em uma determinada cachoeira, com altura de oitenta metros, uma pessoa conseguiu passar um cabo de aço de um lado para outro. Como o local era turístico, os curiosos começaram a aglomerar-se, para saber o que iria acontecer. Um jovem equilibrista apresentou-se, e perguntou aos presentes:

“Alguém duvida que eu consiga passar de um lado para o outro, equilibrando neste cabo de aço?”

os presentes ficaram em dúvida,  afinal nunca tinham visto, ou presenciado a realização de tal proeza.

Sob  olhares  incrédulos da platéia, o equilibrista caminhou, de um lado para o outro, por cima do cabo de aço. Foi aplaudido pela técnica exibida, tanto quanto  pela sua coragem, pois um pequeno descuido seria  suficiente para pôr em  risco sua vida.

Pela segunda vez, a voz do equilibrista ecoa entre os presentes: “Duvidam que eu atravesso, agora, com um piano nas costas?”

Houve uma pausa de incredulidade, e já estava o equilibrista, dando seus primeiros passos em cima do cabo de aço, com o piano nas costas.

Entre um balanço e outro, ele foi e voltou - terminara a façanha. Desta vez, misturando com palmas e assovios estridentes, os presentes comemoraram, com entusiasmo, o feito inusitado do equilibrista.

E pela terceira vez, ele lança um desafio: Duvidam que repito o mesmo risco, levando sobre os ombros um carro. Isto é impossível,  disseram alguns.

Enquanto os presentes conversavam entre si, o equilibrista deu seqüência a mais esse desafio,  levantando o carro sobre os ombros, e com ele seguindo pelo cabo de aço.

Após meia hora, o “herói” volta, vitorioso, e recoloca o carro no devido lugar. Deixou as pessoas perplexas pela sua destreza e coragem.

O artista faz, então, seu último desafio aos presentes: Duvidam que consigo atravessar de um lado para o outro este precipício, carregando nos ombros um dos senhores?

Isso é fácil! - respondeu um dos presentes –Todos nós acreditamos. Afinal, o peso de qualquer um de nós, é infinitamente menor que o do piano e do carro.

O equilibrista, apontando para um deles, falou: Então venha. Eu o levarei sobre os ombros, passarei de um lado para o outro e recolocarei no mesmo lugar de partida.

Não!- foi a resposta. E o equilibrista repetia seu  convite às pessoas que o assistiram, mas não conseguiu obter qualquer resposta positiva. Todos criam, mas não confiavam.

Davi, nos Salmos, diz:

“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele e Ele tudo fará” (Salmos 37.5).

A ordem imperativa é: entregar e confiar. Quem confia, não duvida, e descansa nas promessas invioláveis e verdadeiras do Senhor. Assim, alcança a vitória na maratona da vida, superando suas dificuldades.

Jesus teve um outro discípulo, tremendamente incrédulo, narrado nas escrituras – seu nome era Tomé.

“Disseram-lhe pois os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhe: Se eu não ver o sinal dos cravos em suas mãos e não meter o dedo no lugar dos cravos, e não meter a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma crerei” (João 20.25).

tomé queria dizer que não acreditava na ressurreição de Jesus,  a menos que  colocasse seus dedos no lugar dos cravos e nos furos das mãos de Jesus. Vê-Lo, apenas, não servia de prova para crer que Jesus estava vivo. Precisava de provas  reais.

Adam Clarke expõe a sua opinião sobre o assunto, quando comenta a incredulidade de Tomé:

 

  1. Totalmente sem razão. Dez de seus irmãos na fé haviam testificado que tinham visto a Cristo, mas ele rejeitava este testemunho.

 

  1. Sua incredulidade se fez obstinada; estava resolvido a não acreditar em qualquer evidência de que Deus desejasse conceder-lhe. Só creria em conformidade com seus próprios preconceitos, ou não creria de forma alguma.

 

  1. A sua incredulidade torna-se presunçosa e insolente: contemplar a pessoa de Cristo já não era o suficiente. Não creria tratar-se de Cristo a menos que pusesse seus dedos nas cicatrizes Dele e colocasse sua mão na ferida aberta pela  lança.

Tomé perdera um grande bem, e adquirira um grande mal, contudo, estava insensibilizado para o seu próprio estado. Foi mediante a pura misericórdia de Deus, que Tomé obteve outra oportunidade de ficar convencido de seu erro.

Tomé mostrou que ele havia sido testemunha da crucificação e morte de Jesus. Estas circunstâncias tinham-no impressionado profundamente. Para ele, pois a ressurreição parecia um sonho. Vemos como grande é o pecado da incredulidade.

 

“E oito dias depois estavam outra vez os discípulos dentro e com eles Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio e disse: Paz seja convosco. Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente. Tomé respondeu e disse-lhe: Senhor meu e Deus meu!. Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem aventurados os que não viram e creram”

(João 20.26-29).

Uns querem ver para crer. Estes são os materialistas. Outros crêem para depois ver.   Estes são os espiritualistas.

O apóstolo Paulo escreve para os espirituais:

“Visto que andamos por fé e não pelo que vemos” ( 2 Coríntios 5.7).

Quem crê em Deus e obedece aos seus mandamentos, confia. Quem confia, descansa. Quem descansa, reúne forças para lutar e conquistar as vitórias na maratona da vida.

Exercitando a fé

Alguns se exercitam para vencerem grandes distâncias. Correm com a finalidade de se tornarem vencedores.

“Todo atleta em tudo se domina; aqueles para alcançar uma coroa corruptível; nós porém a incorruptível” (1Coríntios 9.25).

A carreira cristã, também necessita de aplicação. Temos que investir no reino espiritual. Exercitar a fé, colocá-la em ação, fazer e praticar.

O apóstolo Paulo fala que, neste mundo, corremos em busca de uma coroa corruptível (feita de folhas, com a qual eram coroados os heróis, a cada três anos, nos jogos Corinto).

E observa,  ainda, que só leva o prêmio  quem chega em primeiro lugar.

“Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos na verdade correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.” (1Coríntios 9.24).

Na vida espiritual, o importante não é chegar em primeiro. É fundamental chegar. Não por uma coroa corruptível, mas  pela incorruptível.

Exercitar a fé é estar em contato com Jesus Cristo. É buscar somente Nele a saída para nossos problemas.

Os escritos no livro de Mateus exemplifica que a constância do exercício leva-nos a resultados positivos.

“Partindo Jesus dali, retirou-se para o lado de Tiro e Sidônia. E eis que uma mulher cananéia, que viera daquelas regiões, clamava: Senhor Filho de Davi tenha compaixão de mim! Minha filha esta horrivelmente endemoninhada. Ele porém, não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos aproximando-se rogavam-lhe: Despede-a pois vem chorando atrás de nós. Mas Jesus respondeu: Não fui enviado senão as ovelhas perdidas da casa de Israel. Ela porém, veio e o adorou dizendo: Senhor, socorre-me! Então Ele respondendo disse: Não é bom tomar o pão dos filhos e lança-los aos cachorrinhos. Ela contudo, replicou: Sim, Senhor porquanto os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos. Então lhe disse Jesus: Ó mulher, grande é tua fé! Faça-se contigo como queres. E desde aquele momento sua filha ficou sã”

(Mateus 15.21-28).

Essa mulher Siro-fenícia colocou em ação seus objetivos. Saiu da teoria para a prática. Encontrou barreiras para concretizar seus ideais. O primeiro óbice, foi não receber de Jesus nenhuma resposta para o seu clamor. A situação se agrava quando os discípulos a repelem, não contando nem com o apoio daqueles que pregavam o amor.

Jesus, testando a sua fé, disse: “Eu vim para o povo judeu, ou seja, as ovelhas perdidas da casa de Israel.”

Em outras palavras, Jesus dizia que ela não tinha direito às bênçãos de Seu  Pai. A mulher, porém, exercitando sua fé, O adorou, e disse: “Socorre-me.”

E mais uma vez, enfrenta oposição, ao ouvir  Jesus dizer : “Não é bom lançar o pão dos filhos para os cachorrinhos.” Sem perder o equilíbrio, nem denotar aborrecimento, a mulher continuou: “Senhor, os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa do seu senhor.”

Essa resposta penetrou no coração de Jesus como uma lança, e O fez exclamar: “Mulher, grande é tua fé. Faça-se contigo o que queres.” E no mesmo momento, sua filha ficou sã.

A resposta aos anseios daquela mulher resultou do exercício de sua fé.

Por mais que busquemos, não detectamos, nessa história, qualquer resquício de dúvida no coração da mulher siro-fenícia. Na busca da cura de sua filha, a indiferença e o repúdio encontrados não a esmoreceram. Ela tinha a certeza de que falava com o homem certo. Somente Ele poderia remover sua angústia, e dar saúde a sua filha.

Quando falamos em exercitar a fé, falamos de continuidade, permanência,  objetividade, de fazer e praticar.

As turbulências da vida colocam em risco  nossa estabilidade emocional, gerando momentos de incerteza,  insegurança e de perplexidade. Mas na Academia Celestial, através dos exercícios é que iremos adquirir pulsação regular, pressão estável e fortalecimento muscular,  para vencer o dia-a-dia da vida.

Enganam-se os que pensam que exercitando a fé, estarão isentos de problemas e dificuldades nesta vida. A proposta não é esta. Não! Ao contrário: é exercitando a fé que criaremos resistência para estarmos firmes no dia da adversidade. Davi assim nos diz:

“Pois no dia da adversidade Ele me ocultará no seu pavilhão no recôndito do seu tabernáculo me acolherá; elevar-me-á sobre uma rocha” (Salmos 27.5).

O sábio Salomão escreve:

“Se te mostras fraco no dia da angústia, a tua força é pequena”. (Provérbios 24.10).

Outro exemplo bíblico de exercício da fé ante a adversidade, nos é dados por Paulo e Silas:.

“E depois de lhe darem muitos açoites, os lançarem no cárcere, ordenando ao carcereiro que os guardasse com toda a segurança. Este recebendo tal ordem levou-os para o cárcere interior e lhes prendeu os pés no tronco. Por volta da meia-noite Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam. De repente, sobreveio tamanho terremoto que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas; soltaram-se as cadeias de todos” (Atos 16.23).

Após serem açoitados e terem os pés amarrados no tronco, cantavam hinos ao Senhor Deus. Esse quadro evidencia e comprova que havia uma força maior armazenada no coração destes discípulos, para vencer na hora da provação.

“O carcereiro despertou do sono e vendo aberta as portas do cárcere, puxando a espada ia suicidar-se supondo que os presos tivessem fugido, mas Paulo bradou em alta voz: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos! Então o carcereiro tendo pedido uma luz, entrou precipitadamente e trêmulo prostrou-se diante de Paulo e Silas. Depois trazendo para fora, disse: Senhores que devo fazer para que seja salvo? Responderam-lhe; Crê no Senhor Jesus e será salvo, tu e a tua casa”

(Atos 16.27-31).

O carcereiro não conhecia a salvação através de Jesus Cristo. Não exercitava a fé em Deus. Então, pensava que  a saída para o seu problema fosse o suicídio.

“Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa”.

Os homens que exercitaram a fé em Deus têm a bandeira da vitória.

Eli, o décimo quarto juiz de Israel, julgou por quarenta anos a nação. Quando deixou de exercitar sua fé no Senhor, tornou-se obeso, velho e pesado.

“Ao fazer ele menção da arca de Deus, caiu Eli da cadeira para trás, junto ao portão e quebrou o pescoço e morreu, porque já era homem velho e pesado; e havia ele julgado a Israel quarenta anos” (1Samuel 4.18).

A falta de exercício, atrofia as células e tecidos, reduzindo a nossa capacidade de vida.

Por falta do exercício da fé, nosso homem espiritual também envelhece, e tomamos a  direção do fracasso.

“Era Eli, da idade de noventa e oito anos, os seus olhos tinham cegado e já não podia ver” (1Samuel 4.15).

Contrastando com o sacerdote Eli, havia Calebe, homem que, com oitenta e cinco, anos conservava o vigor de um jovem.

“Eis agora o Senhor me conservou em vida como me prometeu; quarenta e cinco anos há desde que o Senhor falou a esta palavra a Moisés andando Israel ainda no deserto; e já agora sou de oitenta e cinco anos como no dia em que Moises me enviou; qual era a minha força naquele dia, tal ainda agora, para o combate, assim para sair a ele, como para voltar” (Josué 14.10-11).

Calebe caminhou com o povo de Israel por quarenta e cinco anos, disposto e alegre, em direção à terra prometida. Ao tomar posse da terra, seu espírito continuava com a mesma disposição de outrora.

“Não sabes, não ouviste que o eterno Deus e Senhor, o criador dos fins da Terra, nem se cansa e nem se fadiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento. Faz forte ao cansado, e multiplica a forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansam e se fadigam e os moços de exaustos caem, mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobe com asas como as de águias, correm e não se cansam, caminham e não se fadigam” (Isaías 40.28-31).

Os versículos fazem referência à resistência da águia. Grande, vigorosa, vista penetrante, vôo rápido, garras potentes e aguçadas. Aparente juvenescimento e longevidade são suas características.

Exercite a fé lendo a Bíblia Sagrada, a palavra  do Senhor.

“Orei pedindo fé, e pensei que algum dia ela cairia e me atingiria como um raio. Mas parecia que a fé não vinha. Um dia li no capítulo dez de Romanos que a fé vem pelo ouvir, e ouvir a palavra de Deus. Tinha fechado a minha Bíblia e orava pedindo fé. Mas então abri a Bíblia e comecei a estuda-la. Desde então a minha fé vem sempre aumentando”.  - D. L. Moody

A fonte da fé

“Se queres que os dias teus sejam de paz, de alegria, medita nas leis de Deus. Toda noite... Todo dia...” (Dinamor).

Há um desconforto atual na humanidade quando falamos sobre assuntos hídricos. A água potável no planeta poderá faltar. Sabemos que dispomos apenas de 2,3% de água potável no mundo. Há regiões no Estado de São Paulo que sente falta do precioso líquido.

Espiritualmente, Jesus Cristo é a nascente, pois é a origem desta água. Também é a fonte, pois é nEle que brota a água viva. A única que consegue dessedentar o espírito do homem.

Cansado da viagem assentara-se Jesus junto a fonte, por volta da hora Sexta. Seus discípulos tinham ido à cidade, comprar alimentos. Nisto, veio uma mulher samaritana, tirar água. Disse –lhe Jesus : “Dá-me de beber. “

Então lhe disse a mulher samaritana: “Como sendo tu judeu, pedes de beber a mim que sou mulher samaritana (porque os judeus não se dão com os samaritanos).”Replicou-lhe Jesus: “Se conheceres o dom de Deus e quem é que te pedes: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.”

Respondeu-lhe ela: “Senhor tu não tens com que tirar água, e o poço é fundo onde, pois tens água viva? Es tu porventura maior do que o nosso Pai Jacó que nos deu o poço do qual ele mesmo bebeu e, bem assim seus filhos e seus gados? Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele porem que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede para sempre; pelo contrário; a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. Disse-lhe a mulher: Senhor da-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui busca-la”

(João 4.6-15).

Jesus começa o diálogo com a mulher samaritana aproveitando uma situação material, para explicar o lado espiritual.

A mulher, falava de um poço de água natural, e Jesus dizia da fonte da vida, que salta para a vida eterna. Falava de si próprio: como a água natural elimina a sede, Cristo sacia a alma sedenta que  Dele se aproxima.

O homem natural, suporta viver até quarenta dias sem comer, mas não sobrevive a mais de quatro dias sem beber água potável.

Imaginemos a sociedade que sobrevive sem a verdadeira água viva espiritual - Jesus Cristo. Temos que quanto mais a humanidade se distancia de Deus, mais as tragédias se multiplicam, assolando os habitantes da Terra.A alma do homem tem sede do seu criador, o Deus que fez todas as coisas. Famílias são dizimadas pela discórdia. O mundo clama por paz. Os povos buscam entendimentos entre si. Nações buscam, através da globalização, sanar suas diferenças. Fala-se em uma só religião (ecumenismo), uma só moeda sem fronteiras.

O único e verdadeiro Senhor, Jesus Cristo, o Salvador, fica cada vez mais esquecido e distante.

Jesus, ao final de uma grande festa, exclamou:

“Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim como diz as escrituras, do seu interior fluirão rios de água viva”

(João 7:37-38).

O mestre amado continua convidando a todos, independente de raça, cor, ou destaque social, a aceitá-lo como único e suficiente Salvador.

Muitos buscam água em fonte errada. O Senhor, usando o profeta Jeremias, advertiu ao seu povo sobre erro que estavam cometendo:

“Porque dois males cometem o meu povo; a mim me deixaram o manancial de águas vivas, e levaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas” (Jeremias 2.13).

O povo tomou caminho e direção errada,  deixando o manancial de águas vivas...

Quantos são aqueles que, nos dias atuais, gozam de uma situação financeira estável, usufruindo dela toda a vantagem, mas têm, no entanto, uma alma desesperada, sedenta e inquieta pelos mananciais de águas vivas! A busca da  satisfação do desejo carnal, acaba por conduzir às cisternas rotas, espiritismo, budismo e outros “ismos”. Desorientados, vagando pelo deserto da vida, essas pessoas não conseguem saciar sua sede.

Esta situação lembra a história de Agar, narrada na Bíblia. Num momento de sede no deserto, em companhia de seu filho, Ismael, Agar tinha, a seus pés,  um poço de águas vivas.

“Tendo acabado a água do odre, colocou ela o menino debaixo de um arbusto, e afastando-se foi sentar-se defronte, à distância de um tiro de arco; porque dizia: assim não verei morrer o menino; e sentando-se em frente dele, levantou a voz e chorou. Deus porém ouviu a voz do menino; e o anjo de Deus chamou e Hagar lhe disse: Que tens Hagar? Não temas; porque Deus ouviu a voz do menino, daí onde está. Ergue-te, levanta o rapaz, segura-o pela mão, porque eu farei dele um grande povo. Abrindo-lhe Deus os olhos, viu ela um poço de água e o odre e deu de beber ao rapaz” (Gênesis 21.15-19).

                  Podemos extrair cinco lições deste trecho:

  1. Agar demonstrou não ter fé em Deus. Mesmo com a promessa de que Deus faria de Ismael, seu filho, um grande povo, ela somente via a morte a sua frente. O desespero pode levar-nos ao esquecimento das promessas de Deus para as nossas vidas. Aproveitando um momento de incerteza, a dúvida bate à porta do nosso coração. Abrimos a porta, e ela entra e faz morada permanente, destruindo a nossa fé. Não ceda, Deus é a solução.

 

  1. “Deus ouviu a voz do menino” e não a de Hagar. Mesmo porque Deus não tinha o que ouvir de Hagar. Ela pensava em um único  resultado para aquele problema – a morte. Se, em algum momento, você passar por uma situação de gravidade, creia no Deus do impossível, e não pense na derrota. Não diga para Deus o tamanho de seu problema, mas diga para o seu problema o tamanho do seu Deus.

 

  1. “Que tens Hagar?” pergunta-lhe o  Senhor. Essa pergunta, analisada materialmente, é ilógica, mas tinha  todo fundamento espiritual, que levava Deus a fazê-la. Afinal, aos olhos de Deus, o temor de Hagar era infundado. Até porque o poço de água para Deus já existia. Ele é a fonte de nossa fé.

 

  1. “Ergue-te” ordenou o anjo a Hagar. Ou seja, mude de posição, mude de visão, mude de pensamento, mude de atitude. Apenas confie. Imediatamente, Deus renova a promessa para Hagar, lembrando-a de que Ismael faria um grande povo, afinal ele sacia a todos os que o buscam.

 

  1. “Abrindo-lhe Deus os olhos”. Em nenhum momento a Bíblia fala que Hagar era cega. Entendemos, então, que foram abertos os olhos espirituais, e ela viu um poço de água, ou seja, a solução que somente Deus poderia dar a ela e a Ismael, seu filho. Agar encheu de água o odre e deu de beber ao rapaz.
  2. A fonte é inesgotável, tem água viva em abundância, para saciar a todos que a buscam.

“Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28).

O convite é para todos os aflitos, desesperados,  sobrecarregados. Cristo quer oferecer alívio e descanso espiritual.

“Porque o meu julgo é suave e o meu fardo é leve” (Mateus 11.30).

O milagre da fé

Milagre é um fato sobrenatural, produzido por intervenção divina, ou sucesso que não se explica por causas naturais. A Bíblia Sagrada é o livro que registra o maior número de milagres, pois é o livro de Deus.

                                                                  FIM...

 

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